top of page
A RI XINGU é composta por 10 municípios (Altamira, Anapu, Brasil Novo, Medicilândia, Pacajá, Placas, Porto de Moz, Senador José Porfírio, Uruará e Vitória do Xingu) e apresenta população total de 392.019 mil habitantes (IBGE, 2023a). Esta RI possui extensão territorial de 250.793 mil km² e trama urbana que ocupa 5,6% do território, enquanto a área urbana, definida de acordo com a categorização oficial do IBGE, ocupa cerca de 1,5% (IBGE, 2021). Localizada no Sudoeste Paraense, a região é banhada pelo rio Xingu e atravessada pela rodovia BR-230. Tal como em outras regiões da Amazônia que tinham historicamente como habitantes os nativos indígenas, a RI do Xingu foi revisitada inúmeras vezes por surtos econômicos e de povoamento associados à grandes projetos de exploração de recursos, que determinaram um modelo de ocupação e transformação do território estabelecido de forma desarticulada aos interesses

da população local e da promoção de desenvolvimento regional, contribuindo drasticamente para a desarticulação dos arranjos espaciais nativos (SIQUEIRA et al., 2017). Enquanto alguns municípios se formaram a partir de ocupações do período colonial, tais como Altamira, Porto de Moz, Senador José Porfírio e Vitória do Xingu, os demais têm histórico de formação mais recente, associado ao Plano de Integração Nacional (PIN) (PARÁ, 2021). Assim como a RI Lago de Tucuruí, a RI do Xingu teve seu processo de transformação do espaço e das relações socioespaciais afetados pela instalação, a partir de 2011, da Usina Hidrelétrica de Belo Monte (UHE Belo Monte). Seu projeto e instalação são marcados por contradições, conflitos e profundos impactos socioambientais, que construíram como resultado uma realidade de vulnerabilidades, materializadas na redução da capacidade de subsistência, desterritorialidade e aumento exponencial da violência rural e urbana (SIQUEIRA et al., 2017). No rastro da construção da usina, em 2015, ano em que Belo Monte recebeu sua licença de operação, Altamira despontou como o município mais violento do Brasil, com taxa de 107 homicídios para cada 100 mil habitantes. A título de curiosidade, para o mesmo ano, no município do Rio de Janeiro, estigmatizado pelas altas taxas de violência urbana, este valor foi 28,7 (IPEA, 2017). Entre as atividades econômicas desenvolvidas na região, destaca-se, como esperado, a produção de energia, e entre produtos da agricultura, destaca-se como a maior produtora de palmito, cacau e banana do estado (FAPESPA, 2023). Ademais, em 2022, apresentou cerca de 15% do seu território desmatado, com destaque para o município de Vitória do Xingu, com cerca de 62% de sua área desmatada (INPE, 2023a).
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BASTOS, A. P. V. et al. Economia e sociedade na região do Tocantins, Pará. Papers do NAEA, 19(1), 2010.
FAPESPA - Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas do Pará. Perfil Socioeconômico e Ambiental do Estado do Pará e Regiões de Integração 2024 - 2027. Belém: FAPESPA, 2023.
IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Malha intermediária de setores censitários para o censo de 2022. 2021. Disponível em: <https://www.ibge.gov.br/geociencias/organizacao-do-territorio/estrutura-territorial/26565-malhas-de-setores-censitarios-divisoes-intramunicipais.html?=&t=downloads>. Acesso em: 20 de abril de 2023.
________. Dados estatísticos do censo 2022. População e Domicílios. Primeiros Resultados. 2023a. Disponível em: <https://www.ibge.gov.br/estatisticas/downloads-estatisticas.html> . Acesso em: 2 de fevereiro de 2024.
INPE - Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. Taxa de Desmatamento de 2022. Amazônia. 2023a. Disponível em: <https://terrabrasilis.dpi.inpe.br/>. Acesso de 25 de agosto de 2023.
IPEA - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. Atlas da Violência de 2017. 2017. Disponível em Acesso em 17 de fevereiro de 2024.
PARÁ. GOVERNO DO ESTADO. Revisão do plano pluri-anual 2020-2023. Biênio 2022-2023. Volume I, II e III. Belém, 2021. Disponível em: <https://seplad.pa.gov.br/revisao-do-ppa-2022-2023/>. Acesso em 20 de novembro de 2023.
SIQUEIRA, J. M. et al. Médio e Baixo Xingu: o reflexo da cristalização de diferentes temporalidades na produção do espaço regional. Revista Brasileira de Estudos Urbanos e Regionais, v. 19, p. 148-163, 2017.
A TRAMA URBANA

GRADIENTE URBANO

% DE FLORESTA E RIOS

GRADIENTE URBANO
1/2
GRÁFICOS E ESTATÍSTICAS
DIMENSÃO
SOCIESPACIAL
DIMENSÃO DA NATUREZA
DIMENSÃO
SIMBÓLICO
CULTURAL
DIMENSÃO
SOCIO-ECONÔMICA

bottom of page