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A RI TOCANTINS é composta por 10 municípios (Abaetetuba, Acará, Baião, Barcarena, Cametá, Igarapé-Miri, Limoeiro do Ajuru, Mocajuba, Moju, e Tailândia) e apresenta população total de 805.178 mil habitantes (IBGE, 2023a). Esta RI possui extensão territorial de 31.988 mil km² e trama urbana que ocupa 41,4% do território, enquanto a área urbana, definida de acordo com a categorização oficial do IBGE, ocupa cerca de 1,2% (IBGE, 2021). Localizada no Nordeste Paraense, a região é banhada pelo rio Tocantins e atravessada por rodovias, entre elas, a PA-150 e BR-422. Todos os municípios da região, com exceção de Tailândia, têm em seu histórico de formação a presença dos rios como elemento central, apresentando tanto áreas de várzea quanto de terra firme (BASTOS et al.; 2010; PIRAUX et al., 2017). Esta configuração socioespacial impacta diretamente na forma como os assentamentos humanos cresceram
e evoluíram, assim como, em suas atividades produtivas, sendo perceptível a permanência do extrativismoagricultura de pequena escala e sistemas agroflorestais como principais usos da terra (SOUZA et al., 2021). Apesar de sua base intrinsecamente ribeirinha, mudanças fundiárias foram observadas ao longo do tempo associadas tanto ao surgimento e evolução dos assentamentos próximos à rodovia - estruturados nessas áreas como forma de facilitar o escoamento produtivo das comunidades - quanto à entrada de moradores da capital na região por meio da compra de lotes para estabelecimento de chácaras (PIRAUX et al., 2017). Atualmente, assim como observado em outras regiões, a RI Tocantins é marcada por dinâmicas territoriais complexas que formam um mosaico socioespacial resultante de diferentes racionalidades em disputa: uma associada à lógica ribeirinha - materializando a forte relação entre a população e a natureza - e outra imigrante, fortalecida após a construção da rodovia, associada a projetos de expansão agropecuária e extração madeireira (BASTOS et al., 2010). Por se tratar de uma região de ocupação mais antiga e fortemente antropizada, as atividades econômicas desenvolvidas refletem suas ambiguidades. Destaca-se a intensa atividade ligada à cadeia da madeira e do carvão (BASTOS et al., 2010), além do seu protagonismo associado à indústria de beneficiamento mineral (PARÁ, 2021). Simultaneamente, destacam-se a agricultura e o extrativismo não-madeireiro, sendo a região com a maior produção de açaí, côco-baía e dendê do estado (FAPESPA, 2023). Ademais, em 2022, apresentou cerca de 46% do seu território desmatado, com destaque para os municípios de Acará e Mocajuba, com cerca de 56% de suas áreas desmatadas (INPE, 2023a).
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BASTOS, A. P. V. et al. Economia e sociedade na região do Tocantins, Pará. Papers do NAEA, 19(1), 2010.

FAPESPA - Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas do Pará. Perfil Socioeconômico e Ambiental do Estado do Pará e Regiões de Integração 2024 - 2027. Belém: FAPESPA, 2023.

IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Malha intermediária de setores censitários para o censo de 2022. 2021. Disponível em: <https://www.ibge.gov.br/geociencias/organizacao-do-territorio/estrutura-territorial/26565-malhas-de-setores-censitarios-divisoes-intramunicipais.html?=&t=downloads>. Acesso em: 20 de abril de 2023.

________. Dados estatísticos do censo 2022. População e Domicílios. Primeiros Resultados. 2023a. Disponível em: <https://www.ibge.gov.br/estatisticas/downloads-estatisticas.html> . Acesso em: 2 de fevereiro de 2024.

INPE - Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. Taxa de Desmatamento de 2022. Amazônia. 2023a. Disponível em: <https://terrabrasilis.dpi.inpe.br/>. Acesso de 25 de agosto de 2023.

PARÁ. GOVERNO DO ESTADO. Revisão do plano pluri-anual 2020-2023. Biênio 2022-2023. Volume I, II e III. Belém, 2021. Disponível em: <https://seplad.pa.gov.br/revisao-do-ppa-2022-2023/>. Acesso em 20 de novembro de 2023.

PIRAUX, M. et al. A diversidade socioespacial do Território Baixo Tocantins e impactos na agricultura familiar. In: Na várzea e na terra firme: transformações socioambientais e reinvenções camponesas. Belém: NUMA/UFPA, p. 77-114, 2017.

SOUZA, A. R. et al. Paisagens e usos da terra em núcleos populacionais e estabelecimentos rurais da Região do Baixo Tocantins - PA. São José dos Campos: INPE, 2021. (Relatório de campo).
A TRAMA URBANA 
GRÁFICOS E ESTATÍSTICAS
DIMENSÃO
SOCIESPACIAL
DIMENSÃO DA NATUREZA
DIMENSÃO
SIMBÓLICO
CULTURAL
DIMENSÃO
SOCIO-ECONÔMICA
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