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A RI RIO CAETÉ é composta por 15 municípios (Augusto Corrêa, Bonito, Bragança, Cachoeira do Piriá, Capanema, Nova Timboteua, Peixe-Boi, Primavera, Quatipuru, Salinópolis, Santa Luzia do Pará, Santarém Novo, São João de Pirabas, Tracuateua e Viseu) e apresenta população total de 492.827 mil habitantes (IBGE, 2023a). Esta RI possui extensão territorial de 16.667 mil km² e trama urbana que ocupa 70,7% do território, enquanto a área urbana, definida de acordo com a categorização oficial do IBGE, ocupa cerca de 1% (IBGE, 2021). Localizada no Nordeste Paraense, a RI Rio Caeté é atravessada por três grandes rodovias: BR-316, BR-308 e PA-242. Em sua parte costeira, é banhada pelo oceano Atlântico e por pequenos rios das baías do Japerica, Quatipuru, Caeté, Emboraí e Chum. Como parte do nordeste do estado, a RI Rio Caeté se caracteriza como uma área de ocupação mais antiga, onde as primeiras vilas e cidades foram fundadas entre os séculos XVI

e XVII (BRITO; SARAIVA; SILVA, 2018; PARÁ, 2021). Semelhante à RI Guajará, seu histórico de ocupação e povoamento, que ocorreu a partir do litoral e das margens dos rios Caeté e Gurupi, se intensificou no final do século XIX com a construção da ferrovia Belém-Bragança. Desde então, houve um processo de intensa municipalização como resultado do aumento do número de novos núcleos urbanos e fortalecimento dos pré-existentes (BRITO; SARAIVA; SILVA, 2018). A partir do início do século XX, a descontinuidade das atividades da linha férrea gerou como consequência um período de isolamento das vilas e cidades formadas em função da ferrovia, que é superado anos mais tarde com a construção das rodovias PA-242, que liga Bragança a Capanema, e BR-316, que liga Belém a Maceió (AL) e passa por seis municípios da região. Entre as atividades econômicas desenvolvidas, destaca-se a exploração mineral, para abastecimento da indústria de cimento, e, entre produtos da agricultura, o cultivo da mandioca e a produção de dendê (FAPESPA, 2023). Ademais, em 2022, a região desponta com a maior área desmatada do estado, possuindo atualmente cerca de 70% do seu território convertido, com destaque para os municípios de Bonito e Santa Luzia do Pará, com mais de 90% de suas áreas desmatadas (INPE, 2023a).
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BRITO, J. A.; SARAIVA, J. S.; SILVA, J. S. Região de integração do Rio Caeté: uma visão socioeconômica e histórico-cultural do município de Bragança - PA / Caeté. Revista GeoAmazônia, 7(13), 2018.
FAPESPA - Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas do Pará. Perfil Socioeconômico e Ambiental do Estado do Pará e Regiões de Integração 2024 - 2027. Belém: FAPESPA, 2023.
IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Malha intermediária de setores censitários para o censo de 2022. 2021. Disponível em: <https://www.ibge.gov.br/geociencias/organizacao-do-territorio/estrutura-territorial/26565-malhas-de-setores-censitarios-divisoes-intramunicipais.html?=&t=downloads>. Acesso em: 20 de abril de 2023.
________. Dados estatísticos do censo 2022. População e Domicílios. Primeiros Resultados. 2023a. Disponível em: <https://www.ibge.gov.br/estatisticas/downloads-estatisticas.html> . Acesso em: 2 de fevereiro de 2024.
INPE - Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. Taxa de Desmatamento de 2022. Amazônia. 2023a. Disponível em: <https://terrabrasilis.dpi.inpe.br/>. Acesso de 25 de agosto de 2023.
PARÁ. GOVERNO DO ESTADO. Revisão do plano pluri-anual 2020-2023. Biênio 2022-2023. Volume I, II e III. Belém, 2021. Disponível em: <https://seplad.pa.gov.br/revisao-do-ppa-2022-2023/>. Acesso em 20 de novembro de 2023.
A TRAMA URBANA

GRADIENTE URBANO

% DE FLORESTA E RIOS

GRADIENTE URBANO
1/2
GRÁFICOS E ESTATÍSTICAS
DIMENSÃO
SOCIESPACIAL
DIMENSÃO DA NATUREZA
DIMENSÃO
SIMBÓLICO
CULTURAL
DIMENSÃO
SOCIO-ECONÔMICA

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