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A RI CARAJÁS é composta por 12 municípios (Bom Jesus do Tocantins, Brejo Grande do Araguaia, Canaã dos Carajás, Curionópolis, Eldorado dos Carajás, Marabá, Palestina do Pará, Parauapebas, Piçarra, São Domingos do Araguaia, São Geraldo do Araguaia e São João do Araguaia) e apresenta população total de 761.498 mil habitantes (IBGE, 2023a). Esta RI possui extensão territorial de 44.729 mil km²trama urbana que ocupa 31,9% do território, enquanto a área urbana, definida de acordo com a categorização oficial do IBGE, ocupa cerca de 1,2% (IBGE, 2021). Localizada no Sudeste paraense, esta região é banhada pelos rios Tocantins e Itacaiúnas e atravessada por três grandes rodovias: BR-230, BR-
222 e PA-275. Assim como na RI Baixo Amazonas, a organização espacial atual da RI Carajás remonta ao processo histórico de ocupação do Médio Tocantins, desde o século XIX, com vilas e cidades que se desenvolveram a partir de assentamentos militares que tinham o objetivo de assegurar a posse da terra pelos portugueses colonizadores (ANDRADE, 2021; PARÁ, 2021). Entre os municípios que compõem a região, Marabá e Parauapebas são os municípios com maior contingente populacional e atuam como importantes polos logísticos e comerciais (ALVES et al., 2018). Até a década de 1970, a principal atividade econômica da região foi a extração de castanha-do-pará (WATRIN; SAMPAIO; VENTURIERI, 2001). No entanto, a construção de grandes rodovias alterou a estrutura da base produtiva regional e, dessa forma, o extrativismo vegetal perdeu seu protagonismo para a exploração mineral, sendo, atualmente, a principal atividade econômica da região (ANDRADE, 2021; FAPESPA, 2016; 2023). Ademais, em 2022, apresentou cerca de 63% do seu território desmatado, com destaque para os municípios de Eldorado dos Carajás e São Domingos do Araguaia, com mais de 90% de suas áreas desmatadas (INPE, 2023a).
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ALVES, E. O. et al. Região de integração dos Carajás - Pará: uma análise regional. Acta Geográfica, v. 12, n. 30, p. 150-171, 2018.

ANDRADE, M. C. Dinâmica de desflorestamento na região de Carajás. 2021. 47 f. Trabalho de conclusão de curso em Agronomia. Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará, Marabá, 2021.

FAPESPA - Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas do Pará. Estimativas e projeções do PIB paraense 2014 – 2020. Belém: FAPESPA, 2016.

________. Perfil Socioeconômico e Ambiental do Estado do Pará e Regiões de Integração 2024 - 2027. Belém: FAPESPA, 2023.

IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Malha intermediária de setores censitários para o censo de 2022. 2021. Disponível em: <https://www.ibge.gov.br/geociencias/organizacao-do-territorio/estrutura-territorial/26565-malhas-de-setores-censitarios-divisoes-intramunicipais.html?=&t=downloads>. Acesso em: 20 de abril de 2023.

________. Dados estatísticos do censo 2022. População e Domicílios. Primeiros Resultados. 2023a. Disponível em: <https://www.ibge.gov.br/estatisticas/downloads-estatisticas.html> . Acesso em: 2 de fevereiro de 2024.

INPE - Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. Taxa de Desmatamento de 2022. Amazônia. 2023a. Disponível em: <https://terrabrasilis.dpi.inpe.br/>. Acesso de 25 de agosto de 2023.

PARÁ. GOVERNO DO ESTADO. Revisão do plano pluri-anual 2020-2023. Biênio 2022-2023. Volume I, II e III. Belém, 2021. Disponível em: <https://seplad.pa.gov.br/revisao-do-ppa-2022-2023/>. Acesso em 20 de novembro de 2023.

SAUER, S. Soy expansion into the agricultural frontiers of the Brazilian Amazon: The agribusiness economy and its social and environmental conflicts. Land use policy, 79, 326-338, 2018.

WATRIN, O. S.; SAMPAIO, S. M. N.; VENTURIERI, A. Dinâmica da vegetação e do uso da terra no “Polígono dos Castanhais”, sudeste paraense, utilizando geotecnologias. Geografia, p. 37-54, 2001.
A TRAMA URBANA 
GRÁFICOS E ESTATÍSTICAS
DIMENSÃO
SOCIESPACIAL
DIMENSÃO DA NATUREZA
DIMENSÃO
SIMBÓLICO
CULTURAL
DIMENSÃO
SOCIO-ECONÔMICA
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