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A RI BAIXO AMAZONAS é composta por 13 municípios (Alenquer, Almeirim, Belterra, Curuá, Faro, Juruti, Mojuí dos Campos, Monte Alegre, Óbidos, Oriximiná, Prainha, Santarém e Terra Santa) e apresenta população total de 785.818 mil habitantes (IBGE, 2023a). Esta RI possui extensão territorial de 315.853 mil km²trama urbana que ocupa 8,1% do território, enquanto a área urbana, definida de acordo com a categorização oficial do IBGE, ocupa cerca de 0,1% (IBGE, 2021). Localizada na porção Noroeste do estado, a região é banhada pelos rios Amazonas, Trombetas e Tapajós e entrecortada por três grandes rodovias: BR-163, PA-254 e BR-210, com destaque à BR-163 (Cuiabá-Santarém). Diferente da RI Araguaia, a RI Baixo Amazonas teve ocupação mais antiga, na maioria dos municípios, a partir
do século XVII, com assentamentos humanos que surgiram e se desenvolveram a partir de sítios historicamente ocupados por povos indígenas, às margens dos rios (PARÁ, 2021). O processo de ocupação do território e consolidação de bases produtivas nesta região se confunde com a própria história da Amazônia como um todo. Assim, se deu, prioritariamente, em resposta aos ciclos de exploração de matérias-primas, com padrões produtivos e de ocupação que se modificaram ao longo do tempo. Entre os municípios da região, Santarém configura-se como um polo logístico de circulação de pessoas e mercadorias, ainda hoje e durante os grandes e pequenos ciclos de exploração de recursos. Atualmente, a estrutura produtiva da região encontra-se sob pressão e cada vez mais dependente do processo crescente de implantação de projetos de mineração e da expansão do agronegócio (CÔRTES; D’ANTONA, 2012; SAUER, 2018), sendo herdeira de externalidades e espacialidades associadas às cadeias curtas de produção de commodities. Com isso, constitui uma trama de entrelaçamentos de diferentes repertórios socioespaciais que manifestam as coalizões entre o Estado e as elites econômicas, em constante conflito com a população local (GOMES et al., 2017). Ademais, em 2022, apresentou cerca de 7% do seu território desmatado, com destaque para os municípios de Curuá e Santarém, com mais de 26% de suas áreas desmatadas (INPE, 2023a).
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
CÔRTES, J. C.; D’ANTONA, Á. O. Urbanização do rural: mobilidade populacional e dinâmica do uso da terra em Santarém, Brasil. In: V Congresso ALAP. Anais... Montevideo: ALAP, 2012.

GOMES, T. V. et al. Santarém (PA): um caso de espaço metropolitano sob múltiplas determinações. Cadernos Metrópole, v. 19, p. 891-918, 2017.

IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Malha intermediária de setores censitários para o censo de 2022. 2021. Disponível em: <https://www.ibge.gov.br/geociencias/organizacao-do-territorio/estrutura-territorial/26565-malhas-de-setores-censitarios-divisoes-intramunicipais.html?=&t=downloads>. Acesso em: 20 de abril de 2023.

________. Dados estatísticos do censo 2022. População e Domicílios. Primeiros Resultados. 2023a. Disponível em: <https://www.ibge.gov.br/estatisticas/downloads-estatisticas.html> . Acesso em: 2 de fevereiro de 2024.

INPE - Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. Taxa de Desmatamento de 2022. Amazônia. 2023a. Disponível em: <https://terrabrasilis.dpi.inpe.br/>. Acesso de 25 de agosto de 2023.

PARÁ. GOVERNO DO ESTADO. Revisão do plano pluri-anual 2020-2023. Biênio 2022-2023. Volume I, II e III. Belém, 2021. Disponível em: <https://seplad.pa.gov.br/revisao-do-ppa-2022-2023/>. Acesso em 20 de novembro de 2023.

SAUER, S. Soy expansion into the agricultural frontiers of the Brazilian Amazon: The agribusiness economy and its social and environmental conflicts. Land use policy, 79, 326-338, 2018.
A TRAMA URBANA 
GRÁFICOS E ESTATÍSTICAS
DIMENSÃO
SOCIESPACIAL
DIMENSÃO DA NATUREZA
DIMENSÃO
SIMBÓLICO
CULTURAL
DIMENSÃO
SOCIO-ECONÔMICA
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